
A cirurgia veterinária exige um conjunto de medidas destinadas a reduzir a contaminação microbiana e prevenir infecções no paciente. Nesse contexto, os conceitos de assepsia, antissepsia, desinfecção e esterilização são fundamentais.
Assepsia
A assepsia corresponde ao conjunto de técnicas e medidas utilizadas para impedir ou reduzir a entrada de microrganismos em um ambiente, material ou campo cirúrgico. Seu objetivo é manter o procedimento cirúrgico o mais livre possível de contaminação, diminuindo o risco de infecção do sítio cirúrgico.
- Esterilização dos instrumentais cirúrgicos
- Preparo adequado da equipe
- Higienização das mãos
- Utilização de avental, luvas, máscara e gorro
- Preparo adequado do paciente
- Tricotomia quando indicada
- Antissepsia da pele
- Utilização correta dos campos cirúrgicos
- Manutenção da técnica estéril durante todo o procedimento
Antissepsia
A antissepsia consiste na aplicação de substâncias químicas sobre tecidos vivos, principalmente a pele, com o objetivo de reduzir ou controlar a quantidade de microrganismos presentes no local. Os antissépticos devem apresentar atividade antimicrobiana adequada, ser seguros para os tecidos e possuir baixa toxicidade quando utilizados corretamente.
- Clorexidina
- Amplo espectro de ação e atividade residual, sendo amplamente utilizada no preparo da pele. Cuidado com a aplicação em olhos e estruturas do ouvido, pois pode causar lesões importantes.
- Povidona-iodo
- Ação contra bactérias, vírus e fungos; utilizada no preparo da pele e em tratamentos tópicos. Apesar da boa margem de segurança, o uso repetido pode causar irritação ou dermatite.
- Álcool
- Ação antimicrobiana rápida, podendo ser associado a outros antissépticos. Apresenta pouca ação residual e pode causar irritação ou ressecamento da pele.
A limpeza deve preceder a antissepsia: matéria orgânica, sangue e sujidades reduzem a eficácia de alguns agentes antissépticos.


